Algo estranho soa na minha cabeça quando tento escrever aqui. São ondas de ansiedade e incerteza e ao mesmo tempo alivio fazendo vibrar um sentimento juvenil e inocente nas telas de LCD.
Então gente, é assim.
Há muito o que dizer, mas eu me esqueço as prioridades e fujo da ordem, caio no chão babando e deixo escapar tudo que pensei ou que senti, de repente é só algo inexprimível sem contexto, sem sentido. Um amontoado de anotações sem qualquer liga que as una.
Talvez eu só queria escrever mesmo. Me disseram que ao crescer, ao assumir responsabilidades tudo aquilo que eu sempre disse e/ou senti seriam substituídos pela caixa de correios cheia de boletos a serem pagos. Não é de todo mentira, devo admitir. Dedicamos muito a estes boletos. Mas eu nunca me atrevi a entregar essa criança que habita em mim. As vezes ela acorda e chora. Seu choro acorda a irmã mais velha que desperta em fúria a gritar. Ambas presas neste corpo adulto e sem vida própria. Tristeza e fúria, frustração plena. Como conseguimos chegar aqui? Tão infelizes e insatisfeitos?
Eu tenho várias teorias, mas esta muito cedo e é muito sábado para falar delas. Preparar um café para continuar a babar.
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